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Preservar para sobreviver.

A primavera é a época mais florida do ano e, no mês em que inicia setembro comemoramos, também, o Dia da Árvore, que tem, ou deveria ter, significado especial de respeito dos homens para com a natureza e da conscientização da importância das florestas para sua sobrevivência. No período da pré-revolução industrial, ocorreu a devastação de boa parte das florestas do Velho Continente e, depois, a indústria passou a ser movimentada com energia fóssil oriunda do carvão, com consequências catastróficas, pois séculos depois os níveis de carbono na atmosfera, decorrente do metano, óxido nitroso e dióxido de carbono comprometem o equilíbrio do planeta e a sobrevivência do homem. Afinal, somos inquilinos.

A atividade humana ajudou a promover uma série de alterações nas florestas, na vegetação e, aliada à crescente urbanização, aos desmatamentos, queimadas e à ampliação da fronteira agrícola, culminou nas alterações climáticas pelas quais passa o planeta, que ainda tem a sua matriz energética com predominância fóssil. Entretanto, pesquisadores indicam, para meados deste século, uma mudança. Em muitos países, a matriz será a solar, eólica e hidráulica. Nos países com limitações desses recursos naturais, a energia nuclear pacífica é vista como solução, pois pouparia o planeta do caos provocado pelas mudanças climáticas previstas.

O Dia da Árvore deve ser um dia especial para reflexão e mudança de atitude na relação da sociedade com o ambiente. A sensibilização para os problemas decorrentes das ações passadas propiciam novos comportamentos como, por exemplo, a preservação efetiva do ambiente, dispondo e utilizando com cuidado o líquido sagrado – a água – e outras ações, como a recomposição das matas ciliares, das florestas e o plantio de árvores.

Artigo publicado no Diário Catarinense, escrito por Luiz Hessmann, Ituporanguense, presidente da Epagri.


 

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OS COLONIZADORES

Encorajados por esta primeira iniciativa de colonização nesta região desconhecida, por terra e rio abaixo, em canoas improvisadas, Matias Pedro Sens e Egídio Sens se estabeleceram em pontos da atual Vila Nova, e João Steffens na barra do Rio Perimbó. Estimulados por estes moradores, Matias Gil Sens, acompanhado de esposa e filhos, após sete dias de exaustiva viagem, fixaram residência mais abaixo, em 15 de agosto de 1912, data considerada a chegada desses primeiros colonizadores, seguidos, logo depois, por mais uma leva de colonos.
Chegados ao local, tiveram que enfrentar logo de início, não somente os perigos da mata e a violência dos animais selvagens, como também o ataque de índios. O desenrolar dos dias da nova residência a família foi desbravando matas, construindo atalhos para as roças de cultura, criando aves domésticas e animais necessários à lavoura, fazendo com que o produto conhecido de seu trabalho empolgasse outras famílias a também fixar moradia nessa região.
Seguiram os passos de Matias Gil Sens e seus familiares os agricultores: Adão e Jacob Sens na sede; Fernando Sens e Leopoldo Ludwig na Barra do Rio Gabiroba; Guilherme Mohr no Rio Batalha e muitos outros, cada qual dando sua parcela de contribuição para o desenvolvimento da região.



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COMO TUDO COMEÇOU...

Os antigos mapas da província de Santa Catarina indicavam a zona do Rio Itajaí do Sul como um lugar desconhecido e com aldeias de índios nativos e que, na época, ainda não tinham tido contato com a civilização.

Em 1853, o governo imperial determinou a criação da Colônia Militar de Santa Tereza, localizada onde hoje se situa o Distrito de Catuíra, às margens do Rio Itajaí do Sul. Nesta colônia, contratavam-se soldados e colonos, com objetivo de defenderem tropas e viajantes, que seguiam em direção aos campos de Lages.

Nos últimos meses do ano de 1890, o Governo Provisório da República havia feito contratos com o Coronel Carlos Napoleão Poeta, o Coronel Gustavo Richard e o Coronel Emílio Brum, para fundarem neste Estado, núcleos agrícolas e fixarem lugares para colonos emigrantes. Os referidos concessionários transferiram os seus contratos para a Companhia de Colonização e Indústria de Santa Catarina que tinha à sua frente o Coronel Carlos Napoleão Poeta, como diretor liquidante.

Essa empresa começou a intensificar o seu serviço de colonização em 1902, fazendo medições de lotes e abrindo estradas em suas terras.

Em 1908, o Coronel Carlos Napoleão Poeta contratou com o Governo do Estado a construção de uma estrada carroçável entre Barracão (atual Alfredo Wagner) e a barra do Rio do Oeste (hoje Rio do Sul). A estrada seguia a sinuosidade do Rio Itajaí Sul, desbravando-o, para ali admitir a localização de agricultores e fazer as bases para as futuras povoações.

A empreitada não foi das mais fáceis. Lutando contra muitos obstáculos, entre eles o perigo das matas e o ataque de índios que habitavam a região, a finalidade do bandeirante catarinense foi conseguida dentro de regular espaço de tempo.

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