A primavera é a época mais florida do ano e, no mês em que inicia setembro comemoramos, também, o Dia da Árvore, que tem, ou deveria ter, significado especial de respeito dos homens para com a natureza e da conscientização da importância das florestas para sua sobrevivência. No período da pré-revolução industrial, ocorreu a devastação de boa parte das florestas do Velho Continente e, depois, a indústria passou a ser movimentada com energia fóssil oriunda do carvão, com consequências catastróficas, pois séculos depois os níveis de carbono na atmosfera, decorrente do metano, óxido nitroso e dióxido de carbono comprometem o equilíbrio do planeta e a sobrevivência do homem. Afinal, somos inquilinos. Artigo publicado no Diário Catarinense, escrito por Luiz Hessmann, Ituporanguense, presidente da Epagri.
A atividade humana ajudou a promover uma série de alterações nas florestas, na vegetação e, aliada à crescente urbanização, aos desmatamentos, queimadas e à ampliação da fronteira agrícola, culminou nas alterações climáticas pelas quais passa o planeta, que ainda tem a sua matriz energética com predominância fóssil. Entretanto, pesquisadores indicam, para meados deste século, uma mudança. Em muitos países, a matriz será a solar, eólica e hidráulica. Nos países com limitações desses recursos naturais, a energia nuclear pacífica é vista como solução, pois pouparia o planeta do caos provocado pelas mudanças climáticas previstas.
O Dia da Árvore deve ser um dia especial para reflexão e mudança de atitude na relação da sociedade com o ambiente. A sensibilização para os problemas decorrentes das ações passadas propiciam novos comportamentos como, por exemplo, a preservação efetiva do ambiente, dispondo e utilizando com cuidado o líquido sagrado – a água – e outras ações, como a recomposição das matas ciliares, das florestas e o plantio de árvores.
Preservar para sobreviver.

OS COLONIZADORES

Chegados ao local, tiveram que enfrentar logo de início, não somente os perigos da mata e a violência dos animais selvagens, como também o ataque de índios. O desenrolar dos dias da nova residência a família foi desbravando matas, construindo atalhos para as roças de cultura, criando aves domésticas e animais necessários à lavoura, fazendo com que o produto conhecido de seu trabalho empolgasse outras famílias a também fixar moradia nessa região. 


COMO TUDO COMEÇOU...
Os antigos mapas da província de Santa Catarina indicavam a zona do Rio Itajaí do Sul como um lugar desconhecido e com aldeias de índios nativos e que, na época, ainda não tinham tido contato com a civilização. Em 1853, o governo imperial determinou a criação da Colônia Militar de Santa Tereza, localizada onde hoje se situa o Distrito de Catuíra, às margens do Rio Itajaí do Sul. Nesta colônia, contratavam-se soldados e colonos, com objetivo de defenderem tropas e viajantes, que seguiam em direção aos campos de Lages. Nos últimos meses do ano de 1890, o Governo Provisório da República havia feito contratos com o Coronel Carlos Napoleão Poeta, o Coronel Gustavo Richard e o Coronel Emílio Brum, para fundarem neste Estado, núcleos agrícolas e fixarem lugares para colonos emigrantes. Os referidos concessionários transferiram os seus contratos para a Companhia de Colonização e Indústria de Santa Catarina que tinha à sua frente o Coronel Carlos Napoleão Poeta, como diretor liquidante. Essa empresa começou a intensificar o seu serviço de colonização em 1902, fazendo medições de lotes e abrindo estradas em suas terras. Em 1908, o Coronel Carlos Napoleão Poeta contratou com o Governo do Estado a construção de uma estrada carroçável entre Barracão (atual Alfredo Wagner) e a barra do Rio do Oeste (hoje Rio do Sul). A estrada seguia a sinuosidade do Rio Itajaí Sul, desbravando-o, para ali admitir a localização de agricultores e fazer as bases para as futuras povoações. A empreitada não foi das mais fáceis. Lutando contra muitos obstáculos, entre eles o perigo das matas e o ataque de índios que habitavam a região, a finalidade do bandeirante catarinense foi conseguida dentro de regular espaço de tempo.





